SE NÃO GOSTA DO LULA, VOTE NO ALCKMIN!
“Para sempre é composto de agoras.”
Emily Dickinson
Estamos prestes a decidir uma eleição que pode realmente mudar a história do país. Quando existe uma disputa entre 2 grupos que, embora distintos no programa para o Brasil, estão dentro do perfil que respeita a Democracia, o resultado não interfere tanto no rumo da estabilidade democrática. Embora, claro, influencie na condução das políticas sociais.
Em recente encontro com empresários em São Paulo, no dia 25 de setembro, o Presidente Lula foi muito feliz ao lembrar a diferença entre um projeto reconhecidamente democrático e um miliciano e golpista. Ele pediu que as pessoas olhassem, inclusive, para os candidatos à vice-presidência.
Do lado democrático, temos o ex-governador de São Paulo por 4 gestões, Geraldo Alckmin, um homem público respeitado, experiente e sério, que ocupou diversos cargos públicos e tem uma sólida formação católica e conservadora. Um democrata acima de qualquer suspeita. Até outubro de 2025, Alckmin assumiu a Presidência da República por 139 dias. Do lado golpista, o candidato a vice é Alfredo Gaspar, um desconhecido acusado de estupro em uma investigação no Supremo Tribunal, que aguarda a manifestação da PGR. A comparação é até afrontosa.
Lula foi bem-humorado e deixou um recado: se não gostar de mim, vote no Alckmin! Isso depois de o vice-presidente, também com classe e bom humor, pedir voto para a chapa gastronômica: Lula com Chuchu. E, nesta reta final, é importante fazer um cotejo: observar a postura de cada candidato. Esquecer um pouco as dificuldades naturais que enfrentamos ao optar por uma trégua ideológica. E olhar o óbvio, o que temos na mesa para optar na hora do voto.
De um lado, um candidato respeitado em todo o mundo. Democrático, que já demonstrou, em 3 mandatos, respeitar as regras do jogo e a Constituição. Que, mesmo discordando da postura ideológica, sabe respeitar o trabalhador, as mulheres, as minorias, o Parlamento e o Judiciário e sabe negociar.
Do outro, um miliciano, misógino, racista, que quer dividir o Brasil com uma guerra religiosa acirrada contra os mais diversos credos que não sejam os dele. Além da polêmica que existe em relação à nossa santa padroeira, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, ele se insurgiu claramente contra a CNBB. E, além de tudo, um entreguista que promete vassalagem ao Donald Trump e aos EUA. Um traidor da pátria.
Depende de cada um de nós neste momento. A força da Democracia é também o fato de que o voto do cidadão pobre, negro e socialmente invisível tem o mesmo valor do voto do cidadão da Faria Lima. O preconceito do filho do presidiário Bolsonaro contra o Nordeste, contra os pobres, contra os católicos, contra o evangélico honesto, contra as mulheres e contra as minorias tem que ser respondido nas urnas.
Vamos votar em Lula e Alckmin no domingo e ganhar no primeiro turno para pacificar o Brasil!
Lembrando-nos de Clarice Lispector: “E amanhã eu vou ter de novo um hoje. Há algo de dor e pungência em viver o hoje.”
Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay
